Participantes Formação Estatísticas de Emprego

Angola Reforça Estatísticas do Trabalho para Aumentar a Capacidade de Medição do Emprego e da Subutilização da Mão de Obra

A formação sobre a medição do emprego e da subutilização da mão de obra visa capacitar os quadros angolanos em matéria de medição da força de trabalho.

4 de dezembro de 2024

Participantes Formação Estatísticas de Emprego © António Gonga / OIT
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Angola reforça a sua capacidade de estatísticas laborais através de um programa de formação transformador, que decorre de 3 a 6 de dezembro de 2024, destinado a alinhar as práticas de recolha de dados laborais do país com os padrões internacionais.

A formação insere-se no Projecto Extensão da Segurança Social para Apoiar a Formalização da Economia Angolana (ESSAFE Angola), implementado pela OIT e financiado pela União Europeia. A acção formativa tem o co-financiamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Esta formação chega num momento crucial, uma vez que Angola procura modernizar os seus processos de recolha e análise de dados do mercado de trabalho para responder às exigências de uma economia dinâmica. Aderindo aos padrões estabelecidos pelas 19ª, 20ª e 21ª Conferências Internacionais de Estatísticos do Trabalho (ICLS), o programa visa aumentar a precisão, relevância e comparabilidade das estatísticas laborais de Angola.

Maria Payet Formação estatísticas do trabalho
© António Gonga / OIT
© António Gonga / OIT

A existência de estatísticas laborais fiáveis é crucial para compreender a dinâmica da força de trabalho, desde as tendências do emprego à economia informal, e para definir políticas que abordem o desemprego, a pobreza no trabalho e a subutilização do tempo de trabalho. Embora o Inquérito Trimestral às Forças de Trabalho (QLFS) de Angola tenha feito progressos na geração de indicadores regulares do mercado de trabalho, a formação irá colmatar lacunas críticas, garantindo que os dados cumpram com os padrões de referência globais e apoiem a consecução dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A acção formativa está a ser facilitada pela especialista da OIT em estatísticas do trabalho, Maria Payet, e vai capacitar 30 técnicos do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) e do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS).

Ao longo de quatro dias, os participantes desenvolverão adquirir competências para compilar e analisar dados do mercado de trabalho usando padrões globais; revisar o questionário QLFS e alinhá-lo com as 19ª, 20ª e 21ª Resoluções ICLS; e aproveitar os dados para uma análise mais abrangente do mercado de trabalho.

Denise Monteiro Formação sobre estatísticas do emprego
© António Gonga / OIT
© António Gonga / OIT

Em nota de abertura, a gestora de projectos da OIT em Angola, Denise Monteiro, agradeceu a presença dos quadros do MAPTSS, INSS e INE na sessão formativa, destacando a importância desta formação no aumento das capacidades de Angola em questões de cumprimento e adaptação às normas internacionais de estatísticas de emprego. Agradeceu também o trabalho conjunto que tem sido feito entre a OIT e o PNUD no apoio técnico ao INE, fazendo nota do importante apoio financeiro da União Europeia, através do Projecto ESSAFE Angola.

Participantes Formação sobre Estatísticas do Emprego
© António Gonga / OIT
© António Gonga / OIT

De acordo com a Isabel Viage, técnica do do Gabinete de Análise e Prospectiva do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), a formação é uma oportunidade de o INSS actualizar os conhecimentos e técnicas sobre as estatísticas de emprego, que vão para além dos indicadores de desemprego.

“Aqui na formação estamos a aprender que para falarmos de emprego e desemprego, há outros indicadores que temos que utilizar para os dados serem mais precisos e as estatísticas serem mais claras, como medir a subutilização da mão de obra”, afirmou.

O inspector do trabalho Daniel Filipe é técnico da Inspecção Geral do Trabalho, órgão tutelado pelo MAPTSS, e tem a função de fiscalizar e verificar o grau de cumprimento da legislação laboral por parte das empresas. Para ele, esta formação está ajudar a adquirir conhecimentos que lhe permitirão incentivar o empresariado a adoptar as políticas certas de empregabilidade.

“Para o Instituto Nacional de Estatísticas, esta formação vai aproximar muito mais as práticas às normas internacionais de estatísticas, adoptando os novos conceitos e metodologias já praticadas noutros países”, afirmou Teresa Gonçalves, técnica do departamento de estatística demográfica social no domínio do trabalho, do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Foto de grupo Formação sobre estatísticas do emprego
© António Gonga / OIT
© António Gonga / OIT

Esta iniciativa reflecte o compromisso de Angola em produzir estatísticas laborais precisas e comparáveis a nível internacional para orientar a elaboração de políticas baseadas em dados concretos. Ao melhorar a qualidade dos dados, Angola pretende enfrentar os desafios prementes do emprego, fortalecer o sistema de protecção social e criar um mercado de trabalho mais inclusivo.

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