Formalizando a juventude informal. Experiencias Inovadoras no Brasil.

A relação entre a informalidade e o emprego juvenil é complexa e merece um exame mais profundo para informar a formulação das politicas publicas no Brasil. Esse segmento populacional é tradicionalmente caracterizado pela maior exposição a empregos informais, apresentando também níveis mais elevados de desemprego e rotatividade que os demais trabalhadores. Entretanto, em um momento em que o número de jovens atinge o maior patamar na história do país, torna-se fundamental a reflexão sobre estratégias que favoreçam a inclusão dessa população em empregos produtivos e de qualidade, articulados a suas trajetórias de vida e seus anseios.

O presente estudo, conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)2 a partir de diagnósticos realizados no processo de construção do Plano e através de entrevistas com membros do Subcomitê da Juventude apresenta um panorama do trabalho informal entre jovens, abordando políticas e estratégias que vem sendo adotadas para enfrentar esse quadro e aumentar a formalidade do emprego juvenil. Ele também destaca a visão de atores envolvidos na construção do PNTDJ sobre quais os principais obstáculos e oportunidades para promoção do trabalho decente para a juventude.
Embora essas perspectivas sejam divergentes em diversos pontos, elas compartilham a visão da OIT da promoção do trabalho decente como um mecanismo de fundamental importância para a superação da pobreza e a redução das desigualdades sociais, a garantia da governabilidade democrática e o desenvolvimento sustentável.

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Referencias

  • ISBN: 978-92-2-829698-3