Plano de Acção Nacional para o Emprego dos Jovens (NYEAP) Timor - Leste 2009
Garantir o acesso dos jovens timorenses a um emprego digno e produtivo também traz importantes vantagens sociais que se traduzem no bem-estar dos cidadãos, principalmente ao contribuir para evitar que os jovens se envolvam em actividades violentas. O Relatório da OIT sobre as Tendências Mundiais do Emprego dos Jovens, de 2006, refere que “a incapacidade de encontrar emprego gera uma sensação de vulnerabilidade e inutilidade nos jovens”, o que pode ter um impacto directo no potencial para a violência e crime, colocando em risco a estabilidade social.
Relativamente às estatísticas nacionais1, os dados demográficos da população de Timor-Leste traduze m-se numa pirâmide etária que apresenta um perfil não só expansivo2 (quase 48% da população tem idade inferior a 17 anos, uma taxa de crescimento opulacional de 5,8% e uma taxa de fertilidade estimada em 7,8 nascimentos por mulher), mas também característica de um rápido crescimento da população jovem (“youth bulge” 3 ), em que a coorte com idades compreendidas entre os 15 e os 29 anos representa quase 30% da população total.
Estes indicadores revelam que o principal activo de Timor-Leste é a sua população jovem, pelo que responder aos desafios do emprego das/dos jovens em Timor-Leste constitui uma oportunidade sem precedentes para promover o crescimento económico e reduzir a pobreza no país. A lógica é por si mesma evidente; uma vez que os jovens são o principal activo da nação, criar as condições para serem mais produtivos e terem acesso a um trabalho digno é a melhor forma de reduzir a pobreza.
Estes indicadores revelam que o principal activo de Timor-Leste é a sua população jovem, pelo que responder aos desafios do emprego das/dos jovens em Timor-Leste constitui uma oportunidade sem precedentes para promover o crescimento económico e reduzir a pobreza no país. A lógica é por si mesma evidente; uma vez que os jovens são o principal activo da nação, criar as condições para serem mais produtivos e terem acesso a um trabalho digno é a melhor forma de reduzir a pobreza.