Peru conduz fiscalizações contra trabalho forçado com apoio do Brasil e da OIT
Projeto de Cooperação Sul-Sul da OIT promove o intercâmbio de boas práticas no combate ao crime, como o Grupo Móvel de Fiscalização do Trabalho Escravo do Brasil.
Durante a visita, a Superintendência Nacional de Fiscalização Laboral (SUNAFIL), órgão responsável pela erradicação do trabalho forçado e do tráfico de pessoas para a exploração laboral no Peru, conduziu uma operação de fiscalização em várias serrarias e olarias de Iquitos, na região de Loreto.
Resultado de uma ação articulada entre o Ministério Público do Peru, a Polícia Nacional e a Marinha de Guerra do Peru, a operação também contou com a participação direta da equipe especializada de inspetores do Grupo Móvel de Fiscalização do Trabalho Escravo do Brasil, que fazia parte da delegação que visitou o país no marco do projeto de Cooperação Sul-Sul da OIT com o Brasil e o Peru, apoiado pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (USDOL).
Como resultado dessa visita, os membros das delegações peruana e brasileira identificaram objetivos e pautas de ação de cooperação para promover atividades conjuntas entre os países, com a assistência técnica da OIT e o apoio das agências de cooperação brasileira e peruana.
“O intercâmbio entre as delegações permitiu obter uma importante visão técnica sobre o funcionamento da fiscalização brasileira”, afirmou o Coordenador do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da OIT no Brasil, Luiz Machado. “Foi enfatizado o procedimento implementado desde a recepção da denúncia de trabalho forçado e a saída da equipe de fiscalização a campo, até o resgate das vítimas. A visita possibilitou o compartilhamento de metodologias e casos práticos para melhorar a fiscalização do trabalho forçado no Peru”.
De acordo com o Plano Nacional de Combate ao Trabalho Forçado do Peru, um dos setores prioritários em que há evidência de trabalho forçado é a extração ilegal de madeira na Amazônia peruana. No entanto, o acesso às áreas de extração ilegal de madeira ainda representa um desafio para a intervenção coordenada dos órgãos responsáveis pela erradicação do trabalho forçado.
A SUNAFIL vem priorizando, em coordenação com a OIT, a orientação e a assistência técnica no combate ao trabalho forçado e ao tráfico de pessoas nas áreas de maior risco, inclusive aplicando multas máximas para estas práticas, consideradas ofensas muito graves e de caráter irreparável. Esta foi a segunda visita de uma delegação brasileira ao Peru no âmbito do projeto da OIT. A primeira, realizada em outubro de 2015, promoveu a primeira operação de fiscalização contra o trabalho forçado a ser conduzida no país andino.
* Com informações da SUNAFIL.