Cerimônia de assinatura do Pacto pelo Trabalho Decente na Indústria da Construção Civil

Diálogo social

OIT participa da assinatura do Pacto pelo Trabalho Decente na Indústria da Construção no Brasil

Iniciativa reúne governo e organizações de empregadores e de trabalhadores em prol da formalização, da prevenção de acidentes e da promoção de condições de trabalho dignas, seguras e sustentáveis no setor.

14 de setembro de 2026

Iniciativa reúne governo e organizações de empregadores e de trabalhadores em torno da formalização, da prevenção de acidentes e da promoção de condições de trabalho dignas, seguras e sustentáveis. © Tirzah Braz/MTE

JOÃO PESSOA (Notícia da OIT) – A Organização Internacional do Trabalho (OIT) participou, na sexta-feira (11), em João Pessoa, na Paraíba, da assinatura do Pacto pelo Trabalho Decente na Indústria da Construção. A cerimônia, realizada no Sindicato da Construção Civil, contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e de representantes de organizações de empregadores e de trabalhadores do setor.

O Pacto reafirma a cooperação entre as instituições signatárias e estabelece um compromisso conjunto para aperfeiçoar as relações de trabalho e promover condições dignas, seguras e sustentáveis nas atividades da construção civil. Entre os objetivos do Pacto estão a promoção do trabalho decente, a ampliação da formalização, a prevenção de irregularidades trabalhistas, a proteção da segurança e da saúde e o fortalecimento da sustentabilidade social em toda a cadeia produtiva.

Durante a cerimônia, o diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro, destacou a importância do diálogo social para enfrentar os desafios do setor.

“O ato que hoje celebramos traduz em compromisso concreto uma convicção central da OIT: os desafios do mundo do trabalho são enfrentados com mais legitimidade e melhores resultados quando governo, empregadores e trabalhadores constroem juntos as soluções.”, disse Pinheiro.

A indústria da construção civil tem importância estratégica para o desenvolvimento e a geração de emprego e renda no país. Segundo a PNAD Contínua, o setor reunia aproximadamente 7,6 milhões de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em julho de 2026, o equivalente a 7,5% do total de ocupados, após incorporar 371 mil trabalhadores em três meses. Ao mesmo tempo, estimativas baseadas na PNAD situam a informalidade no setor próxima de 60%, acima da média nacional de 37%. A prevenção de acidentes e doenças relacionados ao trabalho também ocupa lugar central na agenda do setor.

Segundo Pinheiro, esses dados reforçam a importância de ampliar, por meio do diálogo e de políticas adequadas, o acesso à proteção trabalhista e previdenciária. A formalização também contribui para maior segurança jurídica e para condições equilibradas de concorrência no setor.A OIT coloca sua experiência normativa e sua capacidade de cooperação técnica à disposição dos parceiros do Pacto.

O Pacto tem como referências a Convenção nº 167 da OIT sobre Segurança e Saúde na Construção, ratificada pelo Brasil em 2006, e a Convenção nº 187 sobre o Marco Promocional para a Segurança e Saúde no Trabalho, cuja ratificação foi aprovada pelo Congresso Nacional na semana passada.