G20 Brasil
OIT destaca a importância da justiça social em debate sobre a reforma da governança global na reunião dos Ministros das Relações Exteriores do G20
A primeira reunião de chanceleres do G20 reuniu 45 delegações, incluindo países membros, países convidados e organizações internacionais.
26 de fevereiro de 2024
Brasília - A Organização Internacional do Trabalho (OIT) participou da reunião dos Ministros das Relações Exteriores do G20, realizada nos dias 21 e 22 de fevereiro no Rio de Janeiro. O encontro contou com a presença de 45 delegações, entre países membros, países convidados e organizações internacionais, sendo 32 delegações chefiadas em nível ministerial.
A reunião foi dedicada à discussão do papel do G20 na solução de tensões e conflitos internacionais e promoção da paz e à reforma da governança global.
O diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro, representou a Organização nos dois dias do encontro. Esta foi a primeira reunião de chanceleres do G20, no âmbito da presidência brasileira do grupo.
As três prioridades da presidência brasileira do G20 são o combate à fome, pobreza e desigualdade, o desenvolvimento sustentável, em suas dimensões econômica, social e ambiental, e a reforma da governança global.
Pinheiro convidou os países do G20 a aderirem à Coalização global pela Justiça Social, organizada pela OIT.
“Investir na justiça social é uma questão de escolha política, e não um desafio fiscal, e contamos com a liderança do G20 para promover uma ação coordenada nesta direção.”, acrescentou.
A pauta das discussões do segundo dia da reunião centrou-se na reforma da governança global. Na ocasião, o representante da OIT destacou a necessidade de reforçar o pilar social em todo o sistema multilateral, inclusive nas discussões sobre a reforma da arquitetura financeira.
“À medida que o G20 avança em suas discussões sobre a governança global, gostaríamos de recomendar que considerem uma abordagem centrada nas pessoas, com justiça social e respeito aos direitos trabalhistas.”. disse Pinheiro. “Nesse cenário, o respeito pelos princípios e direitos fundamentais no trabalho contribui para a igualdade de condições no comércio internacional e deve ser a base mínima para o funcionamento das cadeias de abastecimento globais.”.
A Coalizão tem o propósito de melhorar a colaboração mundial na abordagem das lacunas de justiça social e no avanço da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável , dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda do Trabalho Decente . Por meio do compartilhamento de conhecimentos e de advocacy, a iniciativa da OIT procura reduzir as desigualdades globais, reduzir a pobreza e atender necessidades essenciais, por meio da promoção de normas internacionais do trabalho e do diálogo social.
Até o momento, mais de 100 parceiros entre governos, organizações de trabalhadores e de empregadores, organizações internacionais e regionais, empresas, ONGs internacionais e academia já aderiram à Coalização, entre eles o Governo do Brasil, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Com informações da ASCOM do G20 e do MRE.
A reunião foi dedicada à discussão do papel do G20 na solução de tensões e conflitos internacionais e promoção da paz e à reforma da governança global.
O diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro, representou a Organização nos dois dias do encontro. Esta foi a primeira reunião de chanceleres do G20, no âmbito da presidência brasileira do grupo.
As três prioridades da presidência brasileira do G20 são o combate à fome, pobreza e desigualdade, o desenvolvimento sustentável, em suas dimensões econômica, social e ambiental, e a reforma da governança global.
Coalizão Global pela Justiça Social
Em seu pronunciamento no primeiro dia da reunião, o diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro, destacou que: “A paz universal e duradoura só pode ser estabelecida mediantes a realização da justiça social. Esse ponto, que é destacado no preâmbulo da Constituição da OIT de 1991, é mais valioso do que nunca. Isso porque uma combinação de crises que se apoiam mutuamente – aumento da inflação e da dívida, conflitos relacionados com as alterações climáticas – e desigualdades crescentes ameaçam inviabilizar o progresso coletivo rumo ao desenvolvimento sustentável. “, disse ele.Pinheiro convidou os países do G20 a aderirem à Coalização global pela Justiça Social, organizada pela OIT.
“Investir na justiça social é uma questão de escolha política, e não um desafio fiscal, e contamos com a liderança do G20 para promover uma ação coordenada nesta direção.”, acrescentou.
A pauta das discussões do segundo dia da reunião centrou-se na reforma da governança global. Na ocasião, o representante da OIT destacou a necessidade de reforçar o pilar social em todo o sistema multilateral, inclusive nas discussões sobre a reforma da arquitetura financeira.
“À medida que o G20 avança em suas discussões sobre a governança global, gostaríamos de recomendar que considerem uma abordagem centrada nas pessoas, com justiça social e respeito aos direitos trabalhistas.”. disse Pinheiro. “Nesse cenário, o respeito pelos princípios e direitos fundamentais no trabalho contribui para a igualdade de condições no comércio internacional e deve ser a base mínima para o funcionamento das cadeias de abastecimento globais.”.
A Coalizão tem o propósito de melhorar a colaboração mundial na abordagem das lacunas de justiça social e no avanço da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável , dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda do Trabalho Decente . Por meio do compartilhamento de conhecimentos e de advocacy, a iniciativa da OIT procura reduzir as desigualdades globais, reduzir a pobreza e atender necessidades essenciais, por meio da promoção de normas internacionais do trabalho e do diálogo social.
Até o momento, mais de 100 parceiros entre governos, organizações de trabalhadores e de empregadores, organizações internacionais e regionais, empresas, ONGs internacionais e academia já aderiram à Coalização, entre eles o Governo do Brasil, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Com informações da ASCOM do G20 e do MRE.