Transição Justa
G20 Social: OIT debate o impacto das transições tecnológicas sobre o mundo do trabalho
Painel contou com a participação da diretora-geral adjunta da OIT, Celeste Drake.
15 de novembro de 2024
RIO DE JANEIRO (Notícias da OIT) - A Organização Internacional do Trabalho (OIT) contribuiu nesta quinta-feira (14) para o debate promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) no painel intitulado "Sem trabalho, sem futuro: trabalho digno e organização sindical para enfrentar as transformações no mundo do trabalho", no marco do G20 Social.
O debate reuniu líderes e ativistas, incluindo a diretora-geral adjunta da OIT, Celeste Drake, e o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa, que exploraram os desafios e as oportunidades apresentados pelos rápidos avanços tecnológicos, a luta pelo emprego juvenil e o esforço global pela promoção do trabalho decente para todas as pessoas.
Durante sua fala, Celeste Drake destacou três transições essenciais para remodelar o cenário do trabalho global:
Construção de Instituições Fortes no Mercado de Trabalho
Drake ressaltou a necessidade de fortalecer as estruturas do mercado de trabalho para garantir que os trabalhadores e as trabalhadoras recebam uma parte justa do valor que geram. Ela destacou que ferramentas como salários mínimos, inspeções trabalhistas robustas e a proteção dos direitos dos trabalhadores à liberdade sindical e à negociação coletiva são mecanismos fundamentais.
Aproveitamento da Tecnologia por Meio do Tripartismo e do Diálogo Social
A integração da IA, robótica e outras inovações tecnológicas no ambiente de trabalho traz grande potencial, mas apenas se implementada de forma equitativa. “O tripartismo e o diálogo social são essenciais para garantir que essas tecnologias elevem os trabalhadores, ao mesmo tempo que beneficiem as empresas,” afirmou Drake, enfatizando a necessidade de colaboração entre governos, trabalhadores e empregadores para maximizar benefícios mútuos.
Transição Justa para um Futuro Sustentável
Drake chamou a atenção para a urgência de uma transição energética justa, que promova empresas ambientalmente sustentáveis enquanto garante benefícios equitativos para os trabalhadores e trabalhadoras. O diálogo social é fundamental para navegar por essa transição e garantir inclusão e sustentabilidade.
Colocando o Trabalho no Centro do Progresso Global
Antônio Lisboa ecoou essas ideias, apontando que uma transição energética justa e uma governança global eficaz dependem da valorização do trabalho digno e decente. “Quando falo do valor do trabalho é sobre o trabalho digno, decente, em que a pessoa, partir do resultado desse constrói o mundo que a gente quer. Hoje o trabalho está sendo secundarizado.”, enfatizou Lisboa.
O painel reiterou a importância da organização sindical para enfrentar desigualdades e promover um mundo onde o trabalho não seja apenas um meio de sobrevivência, mas também uma plataforma para o desenvolvimento e a capacitação da sociedade.
Um Caminho a Seguir
À medida que as transformações continuam a moldar o mundo do trabalho, a Cúpula Social do G20 se destaca como um exemplo de esforço colaborativo, inspirando soluções que garantam que ninguém seja deixado para trás. A OIT e seus parceiros reafirmam seu compromisso de promover o trabalho decente, fomentar a inclusão e avançar na sustentabilidade em escala global.
(Com informações da ASCOM da CUT Brasil)