Brasil reafirma compromisso com a Coalizão Global pela Justiça Social nas políticas de trabalho e emprego

Em reunião online com o diretor-geral da OIT, o ministro do Trabalho e Emprego do Brasil reafirmou o compromisso do país com políticas de trabalho decente, igualdade salarial e justiça social.

20 de outubro de 2025

BRASÍLIA (Notícias da OIT) - O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Gilbert F. Houngbo, e o ministro do Trabalho e Emprego do Brasil, Luiz Marinho, participaram nessa sexta-feira de uma reunião do Grupo de Coordenação da Coalizão Global pela Justiça Social, iniciativa liderada pela OIT.

Realizado de forma virtual, o encontro teve como objetivo alinhar novas ações voltadas à promoção da justiça social no mundo. O Brasil exerce a copresidência da Coalizão, ao lado do da OIT. Durante o encontro, o ministro Luiz Marinho reafirmou o compromisso do Brasil com a agenda da OIT e com o fortalecimento da justiça social como base das políticas públicas de trabalho e emprego.

“O Brasil é copresidente desta Coalizão porque acredita que a justiça social é condição essencial para o desenvolvimento sustentável. Estamos empenhados em transformar os compromissos firmados aqui em resultados concretos para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros”, declarou.

Luiz Marinho disse ainda que ações do governo federal — como a Lei da Igualdade Salarial, o Plano Nacional de Emprego Verde e a ampliação das políticas de formação profissional e inclusão produtiva — dialogam diretamente com os objetivos da Coalizão. “Nosso desafio é fazer com que cada política pública contribua para reduzir desigualdades, promover trabalho decente e fortalecer o diálogo social. Essa é a base da justiça social que queremos construir junto com nossos parceiros globais”, completou o ministro.

O diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo, destacou que a Coalizão, lançada em novembro de 2023, “está hoje plenamente operacional” e reúne 396 parceiros — entre governos, empregadores, trabalhadores, academia e sociedade civil — em torno de uma agenda centrada nas pessoas. “A Coalizão Global pela Justiça Social vem transformando compromissos em ações concretas. Já temos resultados visíveis em áreas como igualdade salarial, proteção social, emprego juvenil e transição justa”, afirmou Houngbo.

O diretor-geral ressaltou também o papel de destaque do Brasil nas políticas de inclusão e equidade. “O governo do presidente Lula tem demonstrado liderança ao promover políticas de igualdade salarial, justiça fiscal e formação profissional — temas que refletem os princípios centrais da Coalizão”, pontuou.

Além do Ministério do Trabalho e Emprego, que representa o Governo do Brasil, fazem parte da Coalizão Global pela Justiça Social: a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), como representantes de organizações de trabalhadores; a Confederação Nacional da Indústria (CNI), como representante de organizações de empregadores; e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Academia Brasileira de Direito do Trabalho, a Universidade de Fortaleza (Unifor) e a Universidade Estadual e Campinas (Unicamp), como instituições da academia.


Com informações da Ascom do MTE