Justiça social
OIT e MPT realizam escuta social com lideranças de comunidades tradicionais da Bahia
Para marcar a nova fase do projeto Àwúre no estado também será realizada uma oficina com lideranças locais.
25 de março de 2024
Brasília – Entre os dias 23 e 26 de março, o Projeto Àwúre iniciará mais uma etapa das suas atividades, por meio de escutas sociais e oficina com lideranças locais de comunidades tradicionais em Salvador. A ação tem como objetivo fortalecer o pacto coletivo para a promoção do trabalho decente para as comunidades tradicionais do Estado da Bahia.
Entre os dias 23 e 25 de março, uma oficina com lideranças será realizada para um grupo previamente selecionando. As aulas utilizam uma metodologia participativa, por meio da arte, da poesia e da expressão corporal, possibilitando uma construção coletiva.
No dia 25, às 17h, será realizada a abertura da escuta social das principais demandas e sugestões da comunidades tradicionais, com o propósito de melhorar as condições de vida das comunidades de terreiro, especialmente no que se refere a preparação para o mundo do trabalho.
No dia 26, às 8:30h, os resultados serão apresentados pelas liderança comunitárias para representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), com vistas a orientar a nova etapa do projeto no estado da Bahia, e assegurar que as ações irão preservar identidade e cultura locais.
A diretora-geral Adjunta da OIT, Celeste Drake, o diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro, e a especialista Regional em Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho para América Latina e Caribe, Thaís Dumêt Faria participam da escuta social. Participam também do evento a Sub-procuradora Geral do Trabalho do MPT, Dra. Edelamare Melo, e representantes do Ministério de Igualdade Racial (MIR), da Casa de Oxumaré e da Fundação José Silveira.
religiosidade e saberes ancestrais dos povos originários. As ações do projeto visam promover a justiça social para os povos indígenas e comunidades tradicionais por meio da inclusão produtiva, fortalecer as organizações da sociedade civil, proporcionar educação em direitos humanos, criar consciências e recuperar a cultura e a memória desses grupos.
Iniciado em 2019, o projeto atua em 20 dos 26 estados do Brasil, beneficiando mais de 20 mil pessoas. Muitas comunidades, cujos territórios estão em risco, estão incluídas no projeto e retomaram atividades produtivas que lhes permitem trabalhar e viver de forma sustentável das suas terras, preservando os seus costumes e práticas tradicionais. Ao mesmo tempo, elas contribuem para a preservação ambiental, a produção de alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos e o reconhecimento do direito de propriedade da terra, o que a transforma em área produtiva e local de preservação da cultura.
O projeto também conta com uma plataforma de informações com uma série de vídeos e notícias sobre as atividades da Awure e temas relacionados. Além do site, o projeto conta com uma plataforma educacional que oferece cursos gratuitos para toda a população (mais de 2 mil alunos). Realiza cursos presenciais para fortalecer a sociedade civil e oferece capacitação para juristas indígenas e outros. Os principais grupos beneficiários são os povos indígenas, quilombolas (descendentes de escravizados), populações periféricas, grupos de matrizes religiosas africanas (candomblé, umbanda, etc.) e comunidades ribeirinhas.
Entre os dias 23 e 25 de março, uma oficina com lideranças será realizada para um grupo previamente selecionando. As aulas utilizam uma metodologia participativa, por meio da arte, da poesia e da expressão corporal, possibilitando uma construção coletiva.
No dia 25, às 17h, será realizada a abertura da escuta social das principais demandas e sugestões da comunidades tradicionais, com o propósito de melhorar as condições de vida das comunidades de terreiro, especialmente no que se refere a preparação para o mundo do trabalho.
No dia 26, às 8:30h, os resultados serão apresentados pelas liderança comunitárias para representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), com vistas a orientar a nova etapa do projeto no estado da Bahia, e assegurar que as ações irão preservar identidade e cultura locais.
A diretora-geral Adjunta da OIT, Celeste Drake, o diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro, e a especialista Regional em Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho para América Latina e Caribe, Thaís Dumêt Faria participam da escuta social. Participam também do evento a Sub-procuradora Geral do Trabalho do MPT, Dra. Edelamare Melo, e representantes do Ministério de Igualdade Racial (MIR), da Casa de Oxumaré e da Fundação José Silveira.
Sobre o Projeto Àwúre
A palavra Àwúre significa “Bênção” em iorubá. O projeto Àwúre é uma parceria do MPT, OIT, Unicef, UNOPS e do UNAids que busca desenvolver ações afirmativas, de reparação histórica e de empoderamento, focadas na melhoria das condições de vida e fomento às formas tradicionais de produção e consumo, de modo que se propicie a afirmação de tradição, história, cultura,religiosidade e saberes ancestrais dos povos originários. As ações do projeto visam promover a justiça social para os povos indígenas e comunidades tradicionais por meio da inclusão produtiva, fortalecer as organizações da sociedade civil, proporcionar educação em direitos humanos, criar consciências e recuperar a cultura e a memória desses grupos.
Iniciado em 2019, o projeto atua em 20 dos 26 estados do Brasil, beneficiando mais de 20 mil pessoas. Muitas comunidades, cujos territórios estão em risco, estão incluídas no projeto e retomaram atividades produtivas que lhes permitem trabalhar e viver de forma sustentável das suas terras, preservando os seus costumes e práticas tradicionais. Ao mesmo tempo, elas contribuem para a preservação ambiental, a produção de alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos e o reconhecimento do direito de propriedade da terra, o que a transforma em área produtiva e local de preservação da cultura.
O projeto também conta com uma plataforma de informações com uma série de vídeos e notícias sobre as atividades da Awure e temas relacionados. Além do site, o projeto conta com uma plataforma educacional que oferece cursos gratuitos para toda a população (mais de 2 mil alunos). Realiza cursos presenciais para fortalecer a sociedade civil e oferece capacitação para juristas indígenas e outros. Os principais grupos beneficiários são os povos indígenas, quilombolas (descendentes de escravizados), populações periféricas, grupos de matrizes religiosas africanas (candomblé, umbanda, etc.) e comunidades ribeirinhas.