Língua Portuguesa na OIT

Uma aposta bem sucedida


Até meados dos anos 90, só episodicamente era a documentação da OIT traduzida para português. Acrescia que a capacidade de intervenção dos(as) delegados(as) tripartidos lusófonos nos grandes debates e conferências da Organização era limitada por problemas linguísticos.

Não sendo o português uma língua oficial do sistema das Nações Unidas, a solução passava por uma resposta voluntarista. Foi o que aconteceu, a partir do final dos anos 90. Diferentes fatores contribuíram para uma resposta positiva a esse desafio:
  • um primeiro Protocolo relativo a traduções, assinado em 1994, entre o Governo Português e a OIT;
  • a criação da CPLP e a instalação do seu Secretariado Executivo em 1996;
  • uma nova geração de programas de cooperação técnica da OIT dirigidos especificamente a países lusófonos;
  • uma emergente oferta em língua portuguesa no Centro de Formação da OIT em Turim;
  • o Acordo sobre a utilização do português como língua de trabalho da Conferência anual da OIT, assinado em 2000;
  • a abertura de um Escritório da OIT em Lisboa, operacional desde 2003.

No âmbito de um Protocolo assinado em 2005, as publicações da OIT em língua portuguesa ganharam fôlego e massa crítica. Através de um Fundo próprio do GEP/Ministério do Trabalho de Portugal foram já editadas cerca de 130 publicações, compiladas num catálogo regularmente editado. 

Esta dinâmica, tem vindo a reforçar a presença da OIT no mundo de língua portuguesa ao mesmo tempo que promove uma acrescida participação de quadros lusófonos na vida da Organização.