OIT e Federação Nacional dos Farmacêuticos selam acordo para promoção do trabalho decente

O acordo prevê também a elaboração de ações conjuntas para o fortalecimento das capacidades institucionais, promoção da segurança e saúde no trabalho, cooperação técnica, dentre outras.

Notícias | 28 de Agosto de 2023
Brasília – A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) assinaram nesta segunda-feira (28) um Memorando de Entendimento (MdE) para elaboração de ações conjuntas para fortalecimento das capacidades institucionais, de promoção do trabalho decente e de segurança e saúde no trabalho, cooperação técnica, dentre outras iniciativas, voltadas para a categoria.

Fundada em 1974, a Fenafar conta atualmente com 22 sindicatos estaduais filiados distribuídos entre as cinco grandes regiões do país. Segundo os últimos dados disponibilizados pela Relação Anual de Informações (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a família ocupacional de Farmacêuticos contava com cerca de 162 mil vínculos empregatícios formais ao final de dezembro de 2021.

O Memorando foi assinado pelo diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinicius Pinheiro, e primeiro vice-presidente da Fenapar, André Nunes Cavalcante. Também participaram da sessão de assinatura Ronald Ferreira dos Santos e Maria Cristina Ramirez, respectivamente, diretor de Relações Internacionais e conselheira Fiscal da Fenafar.

“Durante a pandemia da COVID-19, vimos que os farmacêuticos e as farmacêuticas estavam entre os grupos de profissionais na linha de frente de combate à doença e mais expostos a questões como segurança e saúde no trabalho, jornadas exaustivas e condições de trabalho por vezes precárias. Por isso, estamos muito contentes em firmar esse acordo com a Fenafar para, conjuntamente, desenvolvermos ações para o fortalecimento das capacidades institucionais, a promoção do trabalho decente e a segurança e saúde no trabalho.”, disse Pinheiro.

“Temos sempre que ter em mente que representações de trabalhadores e de empregadores fortalecidas tecnicamente promovem um diálogo social mais eficaz em prol de acordos institucionais para criar sistemas de negociação coletiva robustos que, por sua vez, contribuem para a promoção da justiça social por intermédio da promoção do trabalho decente. “, acrescentou.