Países se comprometem a apoiar uma transição justa na Cúpula de Ação Climática da ONU
Primeiro-ministro da Espanha divulga compromissos assumidos por mais de 50 países para elaborar planos rumo a uma transição justa com o objetivo de garantir que ações climáticas ambiciosas produzam ganhos sociais significativos por meio de empregos verdes decentes.
Dirigindo-se a delegados na Cúpula de Ação Climática da ONU em Nova York, o primeiro-ministro Sánchez disse: “A transição econômica de que precisamos não pode deixar ninguém para trás, tem que ser uma transição justa. Nossas ambições e compromissos sociais relacionados ao clima também devem andar de mãos dadas com a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas.
"A Espanha estará na vanguarda de uma transição que coloca as pessoas no centro da ação. Junto com a OIT, a Espanha deseja promover uma parceria internacional em prol de uma transição justa."
Os compromissos representa uma significativa mobilização de governos, organizações de empregadores, sindicatos, agências das Nações Unidas e da socieda civil para colocar em prática um programa compartilhado para promover uma transição justa rumo a economias e sociedades ecologicamente sustentáveis para todas e todos.
Após a Cúpula, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, disse: “Uma transição justa significa garantir que as ações climáticas que adotamos protejam o planeta, as pessoas e a economia. Esta iniciativa foi criada para incentivar a coerência das políticas em torno de medidas que aumentem as oportunidades de trabalho verde decente, o desenvolvimento de habilidades e a inovação empresarial, juntamente com medidas de proteção social para as pessoas mais vulneráveis.”
Esta iniciativa foi criada para incentivar a coerência das políticas em torno de medidas que aumentem as oportunidades de trabalho verde decente, o desenvolvimento de habilidades e a inovação empresarial, juntamente com medidas de proteção social para as pessoas mais vulneráveis."
Guy Ryder, diretor-geral da OIT
Ao anunciar a criação da Iniciativa de Ação Climática para o Emprego às vésperas da reunião de cúpula, o secretário-geral da ONU, António Guterres destacou: "As empresas não podem prosperar em um planeta doente. Os empregos não podem ser mantidos em um planeta que está morrendo. Necessitaremos que os governos, as empresas e as pessoas em toda as partes unam-se a estes esforços a fim de garantir que possamos acelerar a Ação Climática".
A iniciativa propõe medidas específicas que os países devem incluir em seus planos nacionais, a saber:
- Avaliar os impactos sociais, econômicos e de emprego da ação climática
- Implementar medidas de desenvolvimento e atualização de habilidades
- Formular políticas inovadoras de proteção social para proteger trabalhadores e grupos vulneráveis
- Aumentar a transferência de tecnologia e conhecimento para os países em desenvolvimento, inovação e investimento responsável
- Promover um ambiente de negócios propício que permita às empresas, particularmente pequenas e médias empresas, adotar processos de produção com baixas emissões de carbono
- Elaborar políticas econômicas e incentivos para apoiar e incentivar a transição das empresas rumo à produção ambientalmente sustentável de bens e serviços
- Criar mecanismos para o diálogo social inclusivo, a fim de alcançar um consenso em favor de mudanças transformadoras e sustentáveis
A iniciativa será implementada sob a direção da OIT, com o apoio de outros parceiros, incluindo a Confederação Sindical Internacional e a Organização Internacional dos Empregadores.