Nós, jovens brasileiros responsáveis por este país no
próximo milênio, propomos 10 pontos básicos para as políticas de educação
e emprego, de forma a permitir a construção de uma sociedade menos desigual.
O emprego, no âmbito das políticas públicas, deve ter como premissa
básica a promoção da distribuição de renda , da justiça social e
o desenvolvimento sustentado. Para isto, devem ser garantidas as
condições de acesso, permanência e aproveitamento e reingresso escolar
aos jovens.
A escolarização é uma das condições fundamentais para o exercício
da cidadania. Assim, acreditamos que a qualificação profissional
deve ser SEMPRE complementar a educação básica pública, laica,
universal, gratuita e de qualidade e NUNCA substitutiva desta.
A Educação Profissional deve pretender o fomento do trabalho,
entendido como a atividade humana produtiva no sentido amplo, como
elemento pilar para a construção da cidadania e para o desenvolvimento
da capacidade empreendedora.
A igualdade de oportunidades para a qualificação profissional,
deve levar em consideração a oferta desta modalidade de educação
em diferentes níveis, proporcionando, simultaneamente, atendimento
as necessidades locais e setoriais, presentes e futuras e uma sinergia
permanente entre a escola e o mercado de trabalho.
A promoção e o incentivo de programas para a elevação da escolaridade
e de combate ao analfabetismo dos trabalhadores jovens deve contemplar
apoio e fomento aos supletivos de qualidade, assim como aos programas
de educação de jovens e adultos desenvolvidos pelas empresas, sindicatos
de trabalhadores e ONG's, em particular aqueles que se desenvolvem
parcerias com outras instituições da sociedade.
A educação profissional deve incluir programas ligados as áreas
de cultura, lazer e esporte, contribuindo para facilitar a inserção
do jovem no mercado de trabalho, e permitir que se fortaleçam seus
vínculos sociais e participativos.
Incentivos fiscais a empresas que implantem programas para o 1°
emprego, contribuem para aumentar as chances de ingresso no mercado
de trabalho aos jovens com até 21 anos. Não cabe a educação profissional
resolver os problemas do desemprego. No entanto, é um dos instrumentos
necessários a implantação de políticas de emprego e renda, em especial,
aquelas dirigidas ao 1° Emprego.
A qualificação profissional é um dos fatores que influenciam a
relação capital/trabalho e, portanto, deve ser sempre um dos elementos
da negociação entre empregados e empregadores.
Devemos incluir nos Acordos Coletivos de Trabalho clausulas que
permitam a geração de novos postos de trabalho, em especial, aqueles
dirigidos aos jovens que buscam o 1° emprego; bem
como, incluir clausulas que permitam elevar a taxa de escolaridade
dos trabalhadores jovens, ajudar a combater o analfabetismo e permitir
maiores chances de qualificação profissional.
Cabe as Centrais Sindicais e aos seus Sindicatos filiados a implantação
e o desenvolvimento de ações dirigidas aos trabalhadores jovens,
que incluam as questões de gênero e de raça, que contemplem a integração
destes jovens a sociedade de forma participativa, como um dos instrumentos
de combate a violência e o uso indevido de drogas.
Estamos conscientes que estes são pontos iniciais para
a implantação de políticas públicas na área de educação e do emprego
que atendam aos anseios dos jovens e direcionem esforços no sentido
de integrar o significativo contingente de jovens que ingressa anualmente
no mercado de trabalho, proporcionar-lhes chances do exercício da cidadania
e contribuir para construirmos o nosso país no novo milênio, onde o
combate a exclusão social é nosso maior desafio.
No entanto, temos consciência de que a causa dos altos
índices de desemprego entre os jovens, se dá em função da política econômica
do governo Brasileiro, que privilegia a manutenção de altas taxa de
juros, desnacionalização da economia e incentivo ao capital especulativo
em detrimento da produção jogando o país em permanente recessão e estagnação.
Desse modo, ademais da implementação das políticas públicas
acima propostas, somente a retomada do desenvolvimento e do crescimento
econômico viabilizará o crescimento do nível de emprego para os jovens.
CGT CUT FORÇA SINDICAL
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