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Fecha de actualización:
8/10/2008

 

 

 

 

Checa, H. Martin.  A renovação da educação profissional.
SENAI Brasil, Brasília, v.9, n. 47, may-jun.2000.  p.12

 

Nos países onde o principal caminho para a certificação é a educação profissional, a reforma do modelo de educação profissional e o aumento de sua qualidade e valor social têm sido vistos como os objetivos prioritários do desenvolvimento de sistemas de certificação profisssional baseada en competências.  As possibilidades de êxito desse esforço dependem, em grande parte, da capacidade das instituições inovarem em suas propostas de desenhos curriculares e em seus métodos de ensino-aprendizagem. Segundo informe do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CECEFOP), intitulado "Formação para uma Sociedade em Mudança" (1998), é consensual a necesssidade de de desenhar currículos flexíveis e modularizados que permitam às pessoas acumular créditos capitalizáveis (con vistas à formação profissional), que facilitem a entrada e a saída de itinerários formativos, e que possam ser atualizados como a agilidade requerida pelo dinamismo do mundo do trabalho.   Há igual consenso quanto a introduzir-se nos currículos as competências de gestão, ao lado das competências básicas e específicas, visto constituírem-se na via essencial para adquisição da capacidade de resolver os problemas passíveis de surgir no âmbito do trabalho.  Tais competências tranversais ou transferíveis (pois transcendem os contextos profissionais particulares) são consideradas fundamentais para que as pessoas seiam  capazes de trabalhar em contextos de trabalho imprevistos e cambiantes.

A forma como se introduzir as competências nos currículos tem sido objeto de amplo debate.  Nos anos 80, os currículos eram desenhados de modo a incluir uma fase inicial composta pelos conhecimientos técnicos comuns a uma área ou a uma família profissional, a quel era sucedida pelas unidades consitituídas por conhecimentos técnicos de cunho propriamente especializado.  Na actualidade, tende-se a privilegiar o desenho de currículos integradores, sob o ponto de vista sistêmico, nos quais a base de conhecimentos comuns à área ou à familia profissional é adquirida paralelamente às competências específicas.  Algo similar ocorreu com as competências de gestão, que eram tratadas em unidades ou módulos particulares e passaram a ser contempladas de forma global, em todas as unidades do currículo.   Nessa direção, uma proposta que vem se destacando é a da inclusão, no desenho currirular, de uma fase de formação prática em empresas (formação en alternância), que ofereça aos alunos a oportunidade de adquirirem competências e experimentá-las em situações reais de trabalho.

No que tange aos Métodos de ensino-apredizagem, aposta-se em metodologias que considerem o caráter integral da competência profissional (a mobilização conjunta de suas dimensões básica, técnica e de gestão) e que utilizem estratégias para fomentar a capacidade de aluno aprender tanto por conta própria quanto en cooperação.  Nesse sentido, experimentou-se una transição dos sistemas de ensino-aprendizagem tradicionais para os contrutivistas, onde o conhecimento é individualmente construído por meio da resolução de problemas.

É igualmente fundamental atentar para o impacto das novas tecnologias de informação e comunicação (multimídia, hipertexto, internet, intranet) sobre o processo de ensino-aprendizagem.  Percebe-se que, por un lado, flexibilizam o âmbito formativo (espaço, tempo, conteúdos, etc.), personalizando a formação e favorecendo a aprendizagem autoridigida, impondo au aluno a necessidade de desenvolver estratégias para selecionar, gerir e produzir conhecimento.  Por outro lado, elas abrem caminho, para uma forma social de aprendizagem - aluno no interior de uma rede - que propicia "interações parassociais" sobre cujos efeitos possuímos apenas dados insuficientes.

A discussão é bastante complexa e a questão central permanece: como desenvolver currículos e métodos de ensino-aprendizagem coerentes com a lógica da certificação por competências, e que promovam uma educação profissional flexível, ágil e criativa? A resposta é uma só - não há solução única.  Cumpre investigar, experimentar... e estarmos cientes de que o conhecimento apenas é construído nas situações em que corremos o risco de equivocarmo-nos.  Ousar é preciso.

 

 

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