O Observatório do Emprego e Formação Profissional (OEFP) apresentou, a 18 de Junho de 2007, a versão portuguesa do Relatório da OIT/ Programas Sectoriais “Consequências sociais e laborais da crescente utilização de tecnologias avançadas no Comércio a Retalho”, que incide, particularmente, sobre a tecnologia RFID (Radio Frequency Identification).
Constituindo missão do OEFP a análise e debate de questões sobre o emprego, considerou-se a disseminação deste Relatório e apresentação das características da RFID e dos seus eventuais efeitos a prazo no emprego do Comércio, como uma questão de especial actualidade e acuidade. O objectivo do OEFP foi o de sensibilizar os Parceiros, quer da parte patronal, quer sindical, para o acompanhamento das discussões internacionais sobre a matéria e para a divulgação de questões relacionadas com o seu eventual impacto sobre o emprego junto das associações que representam.
A tecnologia RFID encontra-se na ordem do dia das preocupações internacionais, destacando-se, neste âmbito, a realização de uma reunião da OIT/ Actividades Sectoriais em Setembro de 2006 (que teve por base de discussão o citado relatório). Também a União Europeia realizou, de Julho a Setembro de 2006, uma consulta pública on-line intitulada “A revolução RFID: a sua voz nos Desafios, Oportunidades e Ameaças”. Por outro lado a Presidência Alemã da UE realizou, nos dias 26 e 27 de Junho, uma Conferência, em Berlim, “RFID: a Internet das coisas”. Esta questão também será discutida no âmbito da Presidência Portuguesa, na Conferência "RFID: Os próximos passos para a Internet das coisas" a realizar nos dias 15 e 16 de Novembro, noTagus Park em Oeiras.
Tendo sido obtido consenso, na reunião do OEFP, sobre o facto de a introdução de novas tecnologias ser o motor de desenvolvimento de uma economia dinâmica, é compreensível que existam algumas preocupações sobre o impacto da disseminação, a longo prazo, da utilização generalizada desta tecnologia no Comércio e nos postos de trabalho dos seus fornecedores ligados à logística.
Exige-se, assim, a conjugação de esforços entre autoridades públicas, organizações patronais e sindicais, para tomarmos em consideração e minimizarmos os eventuais efeitos adverso sobre o emprego.
Estudo em português »
|