
De acordo com o Relatório da OIT Global Employment Trends for Women (Tendências Globais do Emprego para as Mulheres da OIT), a nível global, as mulheres enfrentam taxas de desemprego mais elevadas do que os homens sem que se perspectivem melhorias nos próximos anos.
O Relatório analisa as disparidades para quatro dos indicadores económicos do mercado de trabalho (o desemprego, o emprego, a população activa e o emprego vulnerável) e um indicador demográfico e da mudança atitudinal (a segregação setorial e profissional).
Em termos mundiais, antes da crise de 2008, as diferenças nas taxas de desemprego e de emprego foram no sentido da convergência. A crise reverteu essa tendência nas regiões mais atingidas.
Alguns dados apresentados no Relatório:
De 2002 a 2007, a taxa de desemprego feminino situou-se nos 5,8%, comparada com 5,3% para os homens. A crise aumentou a diferença de 0,5 a 0,7 pontos percentuais e foram destruídos 13 milhões de empregos ocupados por mulheres.
Em 2012, a proporção de mulheres no emprego vulnerável era de 50% e a dos homens era de 48%. Mas as diferenças são maiores no Norte de África (24 pontos percentuais), e no Médio Oriente e África Subsariana (15 pontos percentuais).
O indicador de segregação setorial evidencia que as mulheres estão mais limitadas nas suas opções de emprego em todos os setores. A segregação setorial aumentou ao longo do tempo. Nos países de economias em desenvolvimento as mulheres abandonam a agricultura e nos países de economias desenvolvidas, as mulheres passam da indústria para os serviços.
Nos países de economias desenvolvidas o emprego das mulheres na indústria reduziu para metade, passando 85% das mulheres que aí trabalhavam para os serviços, sobretudo para os setores da educação e saúde.
O indicador de segregação profissional mostra que persiste a concentração de mulheres em certas profissões. Nos anos de 1990 registou-se uma diminuição, mas na última década recuou a tendência de melhoria.
De acordo com o Relatório um conjunto de medidas podem diminuir as disparidades de género, em particular as desvantagens que as mulheres enfrentam, das quais se destacam:
A melhoria das infra estruturas que facilitem o quotidiano, de que são exemplo a rede de transportes.
Programas que promovam a partilha das responsabilidades familiares.
Garantir que o sistema fiscal ou os subsídios não desincentivem o emprego dos dois membros da família.
Realização de campanhas de sensibilização e garantir a aplicação da legislação relativa à discriminação.
Para mais informação:
Versão integral do Relatório em inglês
http://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---dgreports/---dcomm/documents/publication/wcms_195447.pdf
Comunicado de imprensa em espanhol:
http://www.ilo.org/global/about-the-ilo/newsroom/news/WCMS_195455/lang--es/index.htm
Comunicado de imprensa em francês:
http://www.ilo.org/global/about-the-ilo/newsroom/news/WCMS_195453/lang--fr/index.htm
Comunicado de imprensa em inglês:
http://www.ilo.org/global/about-the-ilo/newsroom/news/WCMS_195445/lang--en/index.htm
Vídeo:
http://www.ilo.org/global/about-the-ilo/multimedia/video/video-news-releases/WCMS_195545/lang--en/index.htm