De acordo com um novo estudo lançado no dia 07 de Junho de 2006, durante a Conferência anual da OIT, "o horário de trabalho no mundo industrial é cada vez menos previsível, o que gera tensões entre trabalhadores e empregadores e põe em risco a conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal".
"A tendência cada vez mais frequente para a adopção de horários de trabalho atípicos e imprevisíveis tem um efeito importante sobre os trabalhadores e empregadores", afirma o perito da OIT Jon Messenger, co-editor do relatório.
O estudo refere que as pressões para manter a competitividade numa economia que funciona 24 horas, sete dias por semana, fazem com que existam horários adaptados a esta realidade de mercado, gerando uma maior diversidade no tipo de jornadas de trabalho.
Este estudo, síntese do 9º Simpósio Internacional sobre Horário de Trabalho, realizado em Paris em 2004, inclui a análise de temas como as relações entre empregadores e trabalhadores, o impacto sobre a segurança e a saúde quando existe um horário atípico e imprevisível e adverte para a situação da jornada de trabalho flexível, considerado um tema relevante para trabalhadores com responsabilidades familiares.
No livro propõe-se que um "horário de trabalho digno" deve favorecer acordos que sejam saudáveis, que beneficiem as famílias, que promovam a igualdade de género, que favoreçam a competitividade empresarial e que facilitem a influência dos trabalhadores na determinação das suas jornadas.