Países da América Latina e do Caribe firmam acordos para combater o trabalho infantil ao final de Mesa de Cooperação Sul-Sul

Parte da Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livre do Trabalho Infantil, o evento realizado esta semana em Brasília contou com a participação do Diretor Regional da OIT, José Manuel Salazar

News | 03 July 2015
As delegações de 25 países da América Latina e Caribe reunidas durante a Mesa de Cooperação Sul-Sul
BRASÍLIA – Ao final de três dias reunidas no Instituto Rio Branco, delegações de 25 países da América Latina e do Caribe encerraram hoje a Mesa de Cooperação Sul-Sul para acelerar a redução do trabalho infantil na região com quatro acordos formais firmados, 16 compromissos definidos e 50 manifestações de interesse em colaborações registradas. Promovida pelo governo brasileiro entre 1º e 3 de julho no âmbito do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-OIT, a reunião é uma atividade da Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livre do Trabalho Infantil, que visa acelerar os esforços de combate contra o trabalho infantil.

Com um espírito de cooperação internacional e de solidariedade, os países da região se veem desafiados a fazer cada vez mais com menos recursos. Por isso, a Mesa de Cooperação Sul-Sul representou um momento fundamental para a integração da América Latina e do Caribe no combate ao trabalho infantil, com os países se unindo para buscar atingir as metas estabelecidas.

Após discutirem estratégias de mobilização de recursos, boas práticas e mecanismos de trabalho da cooperação Sul-Sul para acelerar a erradicação do trabalho infantil, as delegações realizaram rodadas de negociações nas quais trocaram informações sobre as experiências que cada país tem para compartilhar com os outros, além de suas próprias demandas internas por cooperação. Os resultados concretos desta atividade foram quatro acordos de cooperação Sul-Sul firmados, 16 compromissos definidos e 50 manifestações de interesse registradas.

Os temas tratados abrangem emprego juvenil, migração laboral, comunidades indígenas, educação, transição escola-trabalho, cadeia de valor, agricultura e tecnologias de informação, entre outros. As atividades previstas incluem intercâmbio de informações e ferramentas, capacitações virtuais ou presenciais, pesquisas conjuntas, estágios de especialistas, transferência de metodologias e tecnologias de informação. Os acordos preveem que a maior parte das atividades será implementada entre os próximos três e seis meses, o que demonstra o caráter de solidariedade da Iniciativa Regional, que é capaz de produzir compromissos a serem implementados a curto, médio e longo prazo.

“O Brasil é um país com o qual a OIT tem uma grande parceria para trabalhar temas diversos. A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) já contribui com recursos muito importantes para projetos de cooperação Sul-Sul, demonstrando a liderança fundamental do país em iniciativas deste tipo”, afirmou o novo Diretor Regional da OIT para a América Latina e o Caribe, José Manuel Salazar, que participou da abertura do evento ao lado do Diretor da ABC, Embaixador Fernando de Abreu, e da porta-voz da Rede de Pontos Focais da Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livre do Trabalho Infantil, Esmirna Sánchez.

“Nos encontros que tive com os diversos representantes do governo brasileiro nesta semana, fiz questão de reiterar o compromisso da OIT em seguir servindo e apoiando o Brasil nos diferentes processos relacionados aos temas tratados pelo nosso mandato”. Esta foi a primeira visita oficial ao Brasil de Salazar, que assumiu o cargo de Diretor Regional da OIT para a América Latina e o Caribe em junho de 2015. Além de participar da abertura da Mesa de Cooperação Sul-Sul, o Diretor Regional da OIT teve uma série de reuniões com a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello; o Diretor da ABC, Embaixador Fernando de Abreu; o Ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto; representantes dos Ministérios do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; o Procurador-Geral do Ministério Público do Trabalho, Luís Antônio Camargo; o Presidente do Conselho de Trabalho da Confederação Nacional da Indústria, Alexandre Herculano Furlan; e o Coordenador Residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek.