Perdemos um paladino da liberdade, da tolerância e do diálogo

"Hoje, um país, um continente e o mundo inteiro estão unidos na dor e lamentam a morte de Nelson Mandela, um dos verdadeiros gigantes de nosso tempo", disse o Diretor Geral da OIT, Guy Ryder

News | 06 December 2013
Declaração do Diretor Geral da OIT, Guy Ryder, sobre a morte de Nelson Mandela
Hoje, um país, um continente e o mundo inteiro estão unidos na dor e lamentam a morte de Nelson Mandela, um dos verdadeiros gigantes de nosso tempo. Pessoalmente, e em nome da Organização Internacional do Trabalho, expresso meus mais sentidos pêsames a sua família e minha profunda simpatia ao povo e ao Governo da África do Sul.
Perdemos um paladino da liberdade, da tolerância e do diálogo. Com benevolência, humildade e dignidade sobressaiu-se entre todos nós na busca da paz e da justiça social. Sua paixão, seu compromisso, sua perseverância, sua integridade e, sobretudo, sua humanidade enriqueceram o mundo.
Nelson Mandela demonstrou sua grande coragem em favor da liberdade, equidade e dignidade em sua luta contra o apartheid.
Em 1990, a OIT teve o privilégio de receber Nelson Mandela, então vice-presidente do Congresso Nacional Africano, por ocasião da 77ª reunião de sua Conferência Internacional do Trabalho. Com uma sinceridade comovedora agradeceu a nossos mandantes o apoio na luta contra o regime do apartheid e declarou diante de nossa assembleia: “Todos nós na ilha de Robben e em outras prisões podíamos escutar com muita clareza suas vozes que pediam nossa libertação. Isso nos serviu de inspiração”. Ele pediu que “caminhemos juntos a última milha”.
A OIT se sente honrada por ter desempenhado seu pequeno papel nesta jornada.
Em 2007, a OIT outorgou-lhe o primeiro Prêmio sobre Pesquisa de Trabalho Decente. E ele falou do Trabalho Decente como “o direito não somente de sobreviver, mas também de prosperar e ter uma qualidade vida digna e gratificante”.
Ao lamentar sua morte, celebremos também sua vida, sua sabedoria e generosidade de espírito, sempre tão humilde. Mandela será uma fonte de inspiração duradoura.