Trabalho Forçado


O trabalho forçado é um fenômeno global e dinâmico, que pode assumir diversas formas, incluindo a servidão por dívidas, o tráfico de pessoas e outras formas de escravidão moderna. Ele está presente em todas as regiões do mundo e em todos os tipos de economia, até mesmo nas de países desenvolvidos e em cadeias produtivas de grandes e modernas empresas atuantes no mercado internacional. Acabar com o problema exige não só o comprometimento das autoridades dos governos, como também um engajamento multifacetado de trabalhadores, empregadores, organismos internacionais e sociedade civil.

Fatos e números globais

  • Quase 21 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado - 11,4 milhões de mulheres e meninas e 9,5 milhões de homens e meninos.
  • Quase 19 milhões de vítimas são exploradas por indivíduos ou na economia privada e mais de dois milhões pelos Estados ou por grupos rebeldes.
  • Daqueles explorados por indivíduos ou empresas, 4,5 milhões são vítimas de exploração sexual forçada.
  • O trabalho forçado na economia privada gera, a cada ano, cerca de US$ 150 bilhões de lucros obtidos de forma ilegal.
  • O trabalho doméstico, a agricultura, a construção, a manufatura e a indústria do entretenimento estão entre os setores mais afetados globalmente pelo trabalho forçado.
  • Os trabalhadores migrantes e os povos indígenas são particularmente vulneráveis ao trabalho forçado.
  • Para mais dados e estatísticas globais, consulte o site global da OIT.

Fatos e números do Brasil

  • Entre 1995 e 2015, foram libertados 49.816 trabalhadores que estavam em situação análoga à escravidão no Brasil.
  • Os trabalhadores libertados são, em sua maioria, migrantes internos ou externos, que deixaram suas casas para a região de expansão agropecuária ou para grandes centros urbanos, em busca de novas oportunidades ou atraídos por falsas promessas.
  • 95% dos trabalhadores libertados são homens, 83% têm entre 18 e 44 anos de idade e 33% são analfabetos.
  • Os dez municípios com maior número de casos de trabalho escravo do Brasil estão na Amazônia, sendo oito deles no Pará.
  • Tradicionalmente, a pecuária bovina é o setor com mais casos no país. No entanto, há cerca de dez anos intensificaram-se as operações de fiscalização em centros urbanos, até que em 2013, pela primeira vez, a maioria dos casos ocorreu em ambiente urbano, principalmente em setores como a construção civil e o de confecções.
(Fonte: Ministério do Trabalho)