Wagner Moura recebe certificado de Embaixador da OIT contra o trabalho forçado

A Diretora de Comunicação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Márcia Poole, veio ao Brasil para discutir a participação do ator na campanha global 50 For Freedom.

Notícias | 1 de Setembro de 2015
A Diretora de Comunicação da OIT, Márcia Poole, entregou o certificado de Embaixador da OIT ao ator Wagner Moura
Nesta segunda-feira, 31 de agosto, Wagner Moura recebeu o certificado que o torna oficialmente o primeiro Embaixador da Boa Vontade da OIT no mundo, com foco na questão do trabalho forçado. A Diretora de Comunicação da OIT, Márcia Poole, esteve no Rio de Janeiro para entregar o documento ao ator brasileiro e realizar uma reunião de trabalho para discutir sua atuação neste novo papel.

Como Embaixador da OIT, a primeira tarefa de Wagner será promover a nova campanha global da organização para acabar com a escravidão moderna, 50 For Freedom. Também participaram da discussão o coordenador da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, o coordenador do Movimento Humanos Direitos (MHUD) e da Rede Social Justiça e Direitos Humanos, Padre Ricardo Rezende, o coordenador de programa de combate ao trabalho forçado do Escritório da OIT no Brasil, Luiz Machado, e a Oficial de Comunicação da OIT no Brasil, Ana Paula Canestrelli.

O ator colabora com a OIT desde 2013, quando apoiou a campanha Cartão Vermelho contra o trabalho infantil. O combate ao trabalho forçado é uma causa pela qual Wagner já batalha há muito tempo: "A escravidão moderna é o mais primitivo dos desrespeitos ao direito da pessoa. É algo que me toca profundamente, porque eu cresci no interior do Brasil e vi por mim mesmo como a pobreza força as pessoas a trabalharem em condições de exploração, de abuso. É por isso que eu venho militando com meus companheiros do MHUD, especialmente o Padre Ricardo Rezende, ou em parceria com lideranças políticas sensíveis ao assunto para pressionar por leis e ações concretas para combater o trabalho forçado”, afirmou o ator.

Para a Diretora de Comunicação da OIT, Márcia Poole, Wagner é um importante reforço para defender esta causa junto à OIT, pois pode passar a mensagem para aqueles com o poder de mudar a situação e se conectar com as pessoas, especialmente os jovens. “Ele tem uma grande reputação como militante pelos direitos humanos no Brasil e seu perfil também está crescendo a nível internacional”, lembrou Poole. “O trabalho escravo está ao nosso redor, em países ricos e pobres, e todos nós podemos e devemos fazer a nossa parte para acabar de uma vez por todas com a escravidão moderna".

50 For Freedom
A OIT lançou a campanha 50 For Freedom em junho de 2015, durante a Conferência Internacional do Trabalho (CIT) em Genebra, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o trabalho forçado e mobilizar o apoio do público para conseguir com que pelo menos 50 países ratifiquem até 2018 o Protocolo à Convenção sobre o Trabalho Forçado de 1930. O Protocolo é um novo instrumento internacional que foi adotado pela CIT em 2014 e dá um novo impulso à luta global contra o trabalho forçado, incluindo o tráfico de pessoas e as práticas análogas à escravidão. Além de exigir que os países tomem medidas extras para combater a escravidão moderna, o Protocolo também pede que os governos invistam em ações para ajudar as vítimas a retomarem suas vidas.

O lançamento da campanha foi realizado pelo Prêmio Nobel da Paz de 2014, Kailash Satyarthi, e pelo Diretor-Geral da OIT, Guy Ryder, durante um evento na sala do Conselho de Direitos Humanos na sede da ONU em Genebra. Satyarthi e Ryder inauguraram um painel com milhares de assinaturas apoiando o fim da escravidão moderna, incluindo as do Presidente da França, François Hollande, do Presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, e do Ministro do Trabalho do Níger, Salissou Ada. O Níger foi o primeiro país a ratificar o Protocolo.